Membros da Direção do SINASEFE – IFTO, que também integram o Conselho Superior do IFTO (Consup/IFTO), participaram nesta segunda-feira, 25, da primeira Reunião Extraordinária realizada pelo órgão. A reunião executada por meio de videoconferência passou por problemas técnicos no início, mas depois se restabeleceu.
Após os informes gerais, ocorreu a deliberação acerca da suspensão do calendário letivo, no qual o Secretário de Políticas e Relações Sindicais do Sinasefe – IFTO e Representante Docente do CONSUP/IFTO, Stânio Vieira, propôs a suspensão temporária do calendário por 30 dias, objetivando que a política publica de ensino à distância em execução pudesse ter suas falhas corrigidas nesse período. Segundo o representante, durante a suspensão o objetivo será analisar os obstáculos encontrados diante desse cenário e buscar ferramentas que diminuam as dificuldades apresentadas.
“É necessário pontuar que precisamos trabalhar na perspectiva da inclusão, visto que nenhum dos campus apresenta capacidade de abarcar 100% dos estudantes nessa modalidade de ensino à distância, bem como não demonstra condições de executar está modalidade de ensino mantendo padrões mínimos de qualidade. Sendo assim, suspendemos o calendário durante o mês de junho ppara viabilizar um planejamento eficiente, compreendendo a qualificação dos professores e fornecer aos estudantes mais condições de acesso. Portanto isso dará tempo para a gestão resolver os problemas, garantindo a inclusão de todos os estudantes”, apresentou.
Após a proposta do representante, conselheiros apresentaram relatório e dados preocupantes sobre a situação dos alunos que não conseguem acompanhar as aulas de forma remota. Muitos estudantes não têm acesso ao Ensino à Distância, e até mesmo aqueles que têm, estão sendo prejudicados quanto à qualidade, o que gera uma agravante: a falta de aprendizado. Alguns conselheiros relataram que professores também são prejudicados pela falta de treinamento, equipamento, tecnologia e processo de avaliação junto aos estudantes.
O Coordenador Geral Docente do Sindicato e Conselheiro junto ao Consup/IFTO, Klaus Laino, focou nas questões técnicas apresentadas pela própria Reitoria: “Estamos diante de um relatório oficial demonstrando que o IFTO não não garantiu a parte dos estudantes o acesso as aulas, seja por falta de internet ou por falta computadores. O campus Araguatins, por exemplo, é o campus que apresenta a melhor condição de acesso, mesmo assim, mais de 6% dos estudantes não tem qualquer acesso e mais de 7% não conseguem desenvolver as atividades de forma remota. O ensino está precarizado e é visível que estamos diante de questões técnicas que exigem a suspensão desse calendário. Professores sem qualificação, estudantes inviabilizados e nenhum Diretor de campus vai resolver isso em um passe de mágica. Nós, do IFTO, temos a obrigação de sermos inclusivos, não excludentes, e a PROEN demonstrou tecnicamente que essa política pública é excludente”, enfatizou Klaus.
Erika Rebeca, representante suplente discente pontuou em sua fala a necessidade da inclusão dos estudantes de forma efetiva: “Sou representante dos estudantes do superior, do ensino médio, do proeja, dos mestrando, de todos aquele que são estudantes do IFTO. É visível os esforços que a PROEN e toda a comunidade acadêmica vem fazendo para incluir os estudantes, mas eles não estão sendo efetivos. O meu questionamento é: como alguém pode trocar o pneu com o carro andando? Vejo a necessidade de uma pausa estratégica urgente para podermos aperfeiçoar as ações que já vem sendo feito. Dessa forma é necessário que nós, conselheiros, cheguemos ao consenso de adotar a proposta de professor Stânio e garantir a qualidade do ensino do IFTO”, pontuou.
No entanto, alguns conselheiros presentes se manifestavam contra a proposta da suspensão, alegando que a suspensão total não era o caminho para a melhoria, inclusive o Reitor, Antônio da Luz, que informou que em pesquisa (via internet) realizada com os estudantes, a maioria optou pela continuidade do calendário: “Tivemos muita melhoria após o recurso oferecido na utilização da internet, até porque a questão não é só de equipamento em si, mas também de pacote de dados, e nossa bolsa contemplou isso. No cenário que estamos nenhuma alternativa é 100% acertada. Agora a questão para solucionarmos o caminho seria a suspensão total das atividades, ou entendermos qual as dificuldades nos casos pontuais e procurarmos a solução e implementar ações para melhoria? Fizemos pesquisas e a maioria quer que continue com as atividades de maneira remota”, finalizou.
Todavia, é importante destacar que a pesquisa não contemplou todos os estudantes, uma vez que, muitos não tiveram acesso à pesquisa que foi realizada através de enquete nas redes sociais. Após muita discussão, abriu-se a votação sobre a deliberação acerca da suspensão do calendário por 30 dias, contados a partir do dia 1º de junho, para que possam ser feitos os ajustes institucionais e retomado no dia 3 de agosto, proposta apresentada pelo conselheiro Stânio Vieira. Foram 13 votos aprovando a proposta e 8 votos contra, garantindo assim a suspensão temporária do calendário letivo.
Todos os demais pontos de pauta constados na convocação foram aprovados e, sobre o ponto de pauta nº 11, que trata sobre discussão acerca dos contratos dos professores substitutos do IFTO, o Reitor informou que o Parecer da Procuradoria é de que não é competência do Consup/IFTO, mas do reitor/IFTO. No entanto, houveram várias interpelações ao Reitor para que fossem compreendidos, nesse contexto, os direitos dos professores efetivos afastados para capacitação, o direito dos professores substitutos e, ainda, a necessidade do serviço público. Após as abordagens deu por encerrada a reunião.
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Reunião Extraordinária do CONSUP/IFTO aprova a suspensão do calendário letivo
Foram 13 votos aprovando a proposta e 8 votos contra, garantindo assim a suspensão temporária do calendário acadêmico.
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