Em 4 de fevereiro de 2026, durante a visita oficial do Ministro da Educação, Camilo Santana, ao IFTO Campus Palmas, a diretoria do SINASEFE Seção IFTO aproveitou a oportunidade para confrontar o ministro com a realidade da categoria e entregar formalmente um ofício cobrando o cumprimento integral do acordo de greve firmado em 2024. O episódio tornou-se o mais comentado do perfil do sindicato no período.
O Coordenador-Geral TAE, Jonathas Rabelo, conversou por aproximadamente 3 minutos com o Ministro e deixou explícita a indignação da categoria diante do não cumprimento de pontos simples, objetivos e já pactuados no acordo. Dois temas dominaram o diálogo: o fim do controle de ponto eletrônico para docentes, sobre o qual o Ministro afirmou que será resolvido por portaria interna entre o MEC e o MGI; e o RSC para TAEs, no qual o Ministro defendeu a limitação a 75% da categoria e a exclusão de aposentados sob alegação de impacto financeiro — posição que o Sinasefe rejeitou categoricamente.
O Ministro também informou que, desde o início de sua gestão, o orçamento dos Institutos Federais teve aumento de cerca de 40%. Ao final do encontro, o Sinasefe entregou o ofício formal reafirmando todas as cobranças e sinalizando que a luta continuaria até o cumprimento integral do acordo.
A ação foi considerada pelo movimento sindical um exemplo de atuação direta e sem constrangimento diante do poder executivo. Os comentários na publicação refletiram tanto o apoio da base ao posicionamento firme da direção quanto a pressão por resultados concretos. O episódio reforça a postura do Sinasefe IFTO de não abrir mão do diálogo, mas também de não aceitar evasivas ou promessas sem prazo definido.